Tubarão Futebol Clube – Tubarão (SC): Existiu de 1992 a 2005!

Por Sérgio Mello

O Tubarão Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Tubarão, situado no Sul a 133 km da capital (Florianópolis) do estado de Santa Catarina, conta com uma população de 117.924 habitantes, segundo os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2026.

Breve história

A sua Sede social ficava localizado na Rua dos Ferroviários, s/n, no Bairro Oficinas, em Tubarão/SC. O “Peixão Tricolor” foi Fundado na segunda-feira, do dia 25 de Maio de 1992, através da iniciativa de um grupo de empresários e ex-diretores dos rivais Hercílio Luz Futebol Clube e Esporte Clube Ferroviário, rubro-negro do bairro de Oficinas, campeão catarinense nos anos 70, ocupando o lugar do já inativo clube da Vila dos Ferroviários, no coração daqueles torcedores.

O objetivo deste fervoroso grupo, amantes do futebol, era de formar um Clube, uma equipe forte para melhor representar o futebol de Tubarão e toda região da AMUREL (Associação Municípios Região de Laguna). O Conselho Deliberativo foi formado por cem sócios comandados por abnegados como:

Evaristo Niehues, Roberto Tournier, Rui Acácio Lima, Antônio Carlos Vieira, José Mauri Albino, Ângelo Zabot, Alberto Botega, Valmor da Silva Jr., Antônio João Paes, Riberto Lima, Pedro Almeida, Ângelo Augusto Nogared, Fernando Genovez Filho, Márcio Anselmo Ribeiro, José Antônio Botega, entre outros.

Várias reuniões se realizaram entre os componentes do grupo, e no sábado, do dia 2 de maio de 1992, tendo por local o sitio do sr. Rui Lima, nascia o Tubarão Futebol Clube, sendo fixada a data de 25 de maio de 1992, para a fundação da agremiação. As cores escolhidas foram o azul, branco e preto.

Primeira Diretoria

Nesta data, às 20 horas e 30 minutos, em solenidade realizada no Clube Cidade Luz, com a presença da comunidade, autoridades e desportistas, onde foi empossada a 1ª Diretoria executiva, que foi assim constituída:

Presidente – Evaristo Niehues;

Vice-presidente Administrativo – Alberto Botega;

Vice-presidente Patrimonio – Fernando Genovez Filho;

Vice-presidente de Futebol – Alberto Botega/Ângelo Zabot;

Vice-presidente Finanças – Rui Acácio Lima;

Vice-presidente Social – Valério Rampinelli;

Presidente Conselho Deliberativo – Antônio Olivio Benedet.

Primeiro jogo

A primeira partida do Tubarão F.C., foi contra o Interacional de Porto Alegre, em jogo amistoso e que terminou com vitória do Colorado gaúcho pelo placar de 1 a 0.

Foto de Kraemer na sua passagem pelo Vasco da Gama (RJ)

Kraemer foi o maior goleador da história

O maior artilheiro da história do Peixe, é o ponteiro Kraemer, que em dois anos e meio de clube, já marcou 38 gols, entre partidas oficiais e amistosas. Natural de Santa Maria (RS), Jefferson Kraemer Gauto, ou simplesmente ‘Kraemer’, nasceu na quinta-feira, do dia 03 de março de 1966. Atuava como ponta direita. Vindo do Clube de Regatas Vasco da Gama, em 1991, jogou no Tubarão entre os anos de 1992 a 1997.

Direção de 1995

Em 1995, diretoria executiva era formada pelos seguintes membros:

Presidente de Honra – Rui Lima; Presidente – Evaristo Niehues;

Vice-presidente Administrativo – Antônio Olívio Benedet;

Vice-presidente Futebol – Riberto Lima;

Vice-presidente Finanças – Antônio João Paes;

Vice-presidente Social – Paulo Cruz;

Presidente do Conselho Deliberativo – Ângelo Antônio Zabot;

Diretoria de Imprensa e Relações Públicas – Hélio Salvador e Valmor da Silva Jr.

Técnico Comissão Técnica de 1995

Técnico e gerente de futebol – Adelardo Madalena (Ladinho), natural de Tubarão/SC;

Preparador físico – Gonzaga de Souza (prof. Gonzaga), natural de São José/SC;

Supervisor – Nivaldo Elizeu Martins (Nivaldo), natural de Braço do Norte/SC;

Massagista – Edson Luiz Espindola (Ratinho);

Roupeiro – Mendonça Luz (Pardal);

Massagista – Eduardo Perez Filho (Seu Perez), colaborador do Tubarão F.C.         

Clube obteve cessão para mandar os seus jogos no estádio Anibal Torres Costa

No final do ano de 1995, diretores do Hercílio Luz Futebol Clube e do Tubarão Futebol Clube assinam um contrato cessão do estádio Anibal Torres Costa que passa a ser utilizado pelo Tubarão Futebol Clube.

Dessa forma o Tubarão F.C. passou a ser uma grande força no esporte catarinense sendo o 1º clube a ter dois estádios e um ginásio. O estádio Anibal Torres Costa, cedido ao Tubarão F.C e de propriedade Hercílio Luz, para mandar seus jogos profissionais e o estádio Olímpico Domingos Silveira Gonzáles e o Ginásio José Warmuth Teixeira para suas categorias de base e lazer dos associados.

O aumento significativo no número de torcedores nos jogos trouxe um novo espírito ao futebol da cidade de Tubarão. O clube competiu em campeonatos brasileiros, estaduais, na Copa Sul e na Copa Sul-Minas (terminando na 5ª posição).

Tubarão foi Bi vice Estadual

O “Peixão Tricolor” conquistou dois vice-campeonatos estaduais seguidos, em 1997 e 1998. Aliás, um marco notável ocorreu em 1998, quando o Tubarão Futebol Clube foi vice-campeão catarinense, em partida marcada por polêmica arbitragem de Luiz Orlando de Souza, que anulou um gol legítimo no final do jogo diante do Criciúma, ficando no empate em 0 a 0, no estádio Heriberto Hülse.

Campeão da Copa Santa Catarina de 1998

Ainda em 1998, o peixe venceu o Criciúma Esporte Clube na Copa Santa Catarina, conquistando seu maior título até então. No segundo semestre, aconteceu novamente uma final entre Tubarão Futebol Clube e Criciúma Esporte Clube no mesmo estádio Heriberto Hülse.

O Tubarão foi novamente decidir o título com uma equipe na maioria de juniores e o Criciúma com sua equipe titular. No final, melhor para o Tubarão que venceu  por 2 a 1. Maior título do Peixe!

No ano seguinte (1999), o Tubarão Futebol Clube deveria ter representado Santa Catarina na Copa do Brasil, mas foi escolhido o Figueirense, devido a uma nova norma criada pelo então presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto.

Participações em âmbito nacional

Em 2001, o clube alcançou sua melhor posição no Campeonato Brasileiro da Série C, terminando em 6º lugar, um feito inédito na região da AMUREL. Em 2002, participou pela primeira vez na Copa Sul-Minas, destacando-se como o melhor clube catarinense na história desse torneio.

Em 2003, devido a problemas financeiros e disputas com o Hercílio Luz Futebol Clube, o Tubarão Futebol Clube deixou de utilizar o Estádio Aníbal Torres Costa.

Em abril de 2005, o clube tomou a difícil decisão de se licenciar do futebol profissional devido a questões financeiras, deixando de competir na primeira divisão do Campeonato Catarinense nos anos seguintes. Vale ressaltar que não existe relação com o Clube Atlético Tubarão.

ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Adeilton Alves

FOTOS: Paulo Wrencher, fotógrafo do Jornal dos Sports (RJ) – Jornal da Cidade (SC) – Diário do Sul (SC)

FONTES: ND+ – Jornal de Laguna (SC) – Prefeitura de Tubarão

Amistoso estadual de 1911: Yale Athletic Club (MG) 0 X 1 Morro Velho Athletic Club (MG)

Por Sérgio Mello

Confronto entre Yale Athletic Club versus Morro Velho Athletic Club

No sábado, do dia 15 de julho de 1911, o jornal Minas Geraes publicou uma reportagem sobre o jogo amistoso entre as equipes do Yale Athletic Club”, de Belo Horizonte/MG e o Morro Velho Athletic Club, de Nova Lima/MG.  

Naquele momento o futebol ainda estava engatinhando no futebol brasileiro, sobretudo no desporto mineiro. O texto em si, já deflagava que o futebol ainda não tinha o seu linguajar, que hoje conhecemos. Leia o texto na íntegra:  

Bello Horizonte vai assistir a uma festa que, além de nova no gênero, será uma prova de quanto está progredindo a nossa Capital, que acompanha, de modo o mais brilhante, o movimento evolutivo dos Estados mais cultos do país.

Queremos falar dos grandes progressos entre nós realizados na educação física da mocidade mineira, pela cultura inteligente que aqui se tem feito dos esportes mais recomendados na Europa e Norte America. As primeiras iniciativas em prol dessa educação, em nossa cidade, não faziam supor, há bem pouco ainda, que tanto já se tivesse caminhado no sentido de orientação tão útil e pratica, por parte da nossa mocidade.

A festa, que vae ser uma revelação magnifica para a nossa sociedade, é organizada pelos simpáticos e valentes “foot-ballers(jogadores de futebol) do “Yale Athletic Club”, que é a sociedade formada dos melhores elementos esportivos desta Capital, agora congregados sob a denominação de um dos centros mais celebres de “footballamericano.

Constará de um “match” entre esse e o “Morro Velho Athletic Club”, composto de jogadores de grande reputação no meio esportivo da Inglaterra. Esse team, que é esperado hoje, á noite, pelo noturno, compõe-se dos seguintes nomes, com a indicação dos clubs ingleses a que já pertenceram:

Goal – T. Shaw, do club inglês; “Crewe(tripulação)backs – R. Smith, do “Broadheath”, e F. Smith, do “South Shields”; hulvesH. Lowes, do “Newcastle”, I. Gent, do “Truro College”, H. Clemence, idem; forwards C. W. Mayo, do “Bishop Auckland”, H. Armstrong, do “Liverpool College”, R. Mayo, do “Bishop Auckland”, F. Owen, do “Wingate”, e J. Tharlaway, idem.

Referee (árbitro) – E. S. Lowes. Os “foot-bailers” horizontinos, todos eles jovens e entusiastas apaixonados do esporte, já provados em mais de uma refrega, constituem o team abaixo:

Goal – J. E. Ferreira; backs – F. Netto e A. Nogueira; haves – 0. Penna, P. Ferreira, C. Bar; forwards – Leopoldo, J. Morette, A. Holley, J. L. Moretzhon e Romulo. Ginesmen – Eduardo Santos e Nullo Savini”.

Morro Velho vence o duelo e fica com a Taça Viserpa

No domingo, do dia 16 de julho de 1911, o jornal Minas Geraes contou a história da peleja:

“Não nos enganamos quando previmos que o grande “match” de “foot-balls” entre os “teams” desta Capital (Yale Athletic Club) e de Morro Velho ia ser uma festa nova e brilhante para Bello Horizonte, que nela teria uma prova bem eloquentede quanto se tem já progredido aqui, em relação à boa causa da educação physica da mocidade mineira.

Na partida, valentemente disputada durante uma hora, que foi toda cheia de lances esportivos os mais emocionantes, os nossos “foot-ballers” confirmaram galhardamente a nossa opinião sobre o que ia ser a sua luta com os hábeis jogadores de Morro Velho, todos de reputação já feita em clubs ingleses de nomeada universal.

A festa despertou vivo interesse e simpatia em nosso meio, afluindo ao “ground” da Avenida Paraopeba um público tão numeroso como ainda não vimos em qualquer outra diversão realizada nesta Capital.

As arquibancadas de campo, lindamente ornamentadas de escudos e bandeiras, estavam repletas de famílias e cavalheiros da nossa melhor sociedade, notando-se ainda ao longo da avenida, fora do recinto, uma grande aglomeração de populares, que acompanharam, cheios de entusiasmo, as peripécias da luta, aplaudindo, em delírio, os valentes “foot-ballers”, a cada golpe de mestre vibrado por algum dos jogadores.

Assistiam, de camarotes especiais, o dr. Júlio Bueno Brandão Filho e o tenente-coronel Vieira Christo, representando o exm. sr. Presidente do Estado, o dr. Olyntho Meirelles, prefeito da Capital e os representantes dos Secretários do Governo.

Notava-se também a presença de grande número de famílias inglesas, vindas do Morro Velho, especialmente para assistir ao grande “match” de anteontem. Na defesa e no ataque, ambos os clubes se mostraram conhecedores perfeitos do “football”, sustentando uma luta encarniçada de 1 hora sem que se pudesse prever a qual deles caberia o triunfo.

Só nos últimos momentos da partida, conseguiram os ingleses, com grande esforço, levar vantagem sobre os adversários, conquistando a vitória por 1 goal a 0.

Ao Morro Velho Athletic Club foi feita, em seguida, pelo sr. dr. Júlio Bueno Brandão Filho, representante do exm. sr. Presidente do Estado, a entrega da belíssima taça “Viserpa”, destinada pelos intrépidos “foot-ballers” horizontinos ao “team” vencedor.

Nessa ocasião, o povo aplaudiu entusiasticamente os jogadores do Morro Velho. A taça, que é um finíssimo trabalho em prata, tem aquela denominação em homenagem à memória do acadêmico Victor Serpa, o brilhante poeta e jornalista que foi o fundador do football em Bello Horizonte.

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

Colaborou: Carlos Eduardo

FONTE: Minas Geraes (MG)

Escudo raro de 1978: Castelo Futebol Clube – Castelo (ES)

Por Sérgio Mello

O Castelo Futebol Clube é uma agremiação do município de Castelo, que fica região sul capixaba, na bacia hidrográfica do rio Itapemirim, aproximadamente 148 km da capital Vitória, no estado do Espirito Santo. A localidade conta com uma população de 36.930 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022.   

O “Alvinegro da Terra do Café” foi Fundado na quarta-feira, do dia 1° de Janeiro de 1930, por Luiz Nemer, substituindo o nome de Sport Clube Alfaiate. Em 1955, o clube foi reconhecido como uma entidade jurídica de direito privado de “Real Utilidade Pública”, pelos “relevantes serviços prestados à educação cívica, física, moral e social da mocidade castelense”, de acordo com a Lei Municipal n° 140/1955.

O clube manda seus jogos no mesmo município, no Estádio Emílio Nemer, com capacidade para 2 mil pessoas, que foi construído pelo próprio homenageado, Emílio Nemer, fica localizado na Rua José Alves Rangel, nº 331, no Centro / São Miguel, em Castelo (ES).

A 1ª partida do time castelense marcou um episódio inusitado. A equipe foi jogar fora de casa, porém o veículo que transportava os atletas teve problemas técnicos, o que fez com que os jogadores seguissem a pé até o campo de jogo.

Por isso, apenas oito jogadores estavam no time no apito inicial, alguns até com as chuteiras trocadas. Mas mesmo em desvantagem numérica, o Castelo conseguiu abrir o placar. Porém, quando todos os demais jogadores chegaram e completaram a equipe, os adversários viraram para 2 a 1. 

O Castelo tem um título profissional em sua galeria, o do Campeonato Capixaba Série B de 1988, conquistado diante do Muniz Freire Futebol Clube, com duas vitórias, por 2 a 0 e 3 a 2

Em 1995 o Castelo disputou o Campeonato Capixaba pela última vez e entrou em inatividade. Em 2001 o Castelo voltou a jogar profissionalmente, pela Segunda Divisão Capixaba, ficando em último lugar. No ano seguinte, em 2002, a equipe terminou a competição em quarto lugar e não conseguiu o retorno para à elite do futebol capixaba.

Foto do Estadual de 1978: Estrela do Norte versus Castelo F.C.

De 2002 até 2010 o Castelo só disputou competições nas categorias de base. Em 2011, voltou a cena do futebol profissional, disputando o Campeonato Capixaba da 2ª Divisão.

Em 2013, consegue ir para a final do Segunda Divisão e garante o seu acesso à Primeira Divisão do ano seguinte. A melhor participação no Campeonato Capixaba da 1ª Divisão foi em 2014, quando terminou na 4ª posição, após cair na fase semifinal para o Linhares.

Entretanto, no ano seguinte, o Castelo não repetiu o feito e acabou rebaixado. No Estadual da Série B de 2016, terminou a primeira fase na 3ª colocação, avançando para as semifinais diante do Vitória (ES). Contudo, acabou eliminado e, consequentemente, não conseguiu o acesso à Série A.

Na Segundona de 2017, o Castelo classifica-se às semifinais com uma rodada de antecipação. Como no ano anterior, o clube é eliminado novamente nas semifinais, agora pelo Rio Branco de Venda Nova, e não consegue o acesso à Série A.

Em 2018, no Estadual da Série B, o Castelo na penúltima rodada da fase preliminar, acabou goleado por 5 a 1 pelo Aracruz. Mesmo com a derrota classifica-se às semifinais. Porém, o Castelo foi eliminado pelo Rio Branco-ES e pelo terceiro ano seguido fica de fora da disputa pelo acesso à Série A. Porém em novembro de 2018, após desistência do Espírito Santo na participação no Capixabão de 2019 e a recusa do Aracruz, terceiro colocado, o “Alvinegro da Terra do Café”, quarto colocado, assume a vaga e retorna à elite após três anos.

O time castelense, porém, terminou como lanterna do Capixabão 2019, sendo novamente rebaixado para a Segunda Divisão do Estadual. No momento, o clube ainda tenta retornar à primeira divisão estadual.

Distintivo atual

HINO do Castelo F.C.

Salve o Clube mais querido

Alvinegro da Terra do Café!

Seu passado glorioso

De conquista triunfal!

Desde 1930,

Formando atleta e cidadão

Emílio Nemer patrono e fundador,

Emílio Nemer nosso Caldeirão!

Castelo Forte, Time guerreiro!

Castelense, de coração

Vamos todos torcer com alegria,

Amor, fé e paixão!

Castelo é tudo!

Castelo Orgulho!

Castelo é Tradição

Bola pra frente, vamos vencer

Castelo é Campeão!

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Redes sociais – Instagram do clube – Federação Capixaba de Futebol

Sport Club Luzitano, da Penha Circular – Rio de Janeiro (RJ): Fundado na década de 20!

Por Sérgio Mello

Apesar da escassez de informações, vamos contar um breve resumo do Sport Club Luzitano. Foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe “luzitanista” foi fundada no começo da década de 20. A sua Sede ficava localizado na Rua Portinho, nº 239; na década de 30, se mudou para Rua Lobo Junior, s/n; ambos na Circular da Penha, na Zona Norte do Rio (RJ).

Time base de 1921 (1º Team): Juvenal; Jorge e Felicio; Garcia, Lydio e Pereira; Horácio, Waldemar, Menezes, João e Carlos. Reservas: Avelino, Pedrinho e Jeremias. Capitão: Carlos.

Time base de 1921 (2º Team): Teixeira; Jorge e Avelino; Henrique, Jeremias e China; Waldetario, Francisco, João II, Melão e Pedrinho. Capitão: Avelino.

Time base de 1926: Hildebrando; Manezinho e Marujo; Americano, Reis e Alves; Adelino, Waldemar, Coelho, Neca e Lauro. Capitão: Hildebrando.

Time base de 1928 (1º Team): Paulino; Americo (Andrade) e Zé Maria (Alyrio); Antônio, Frederico e Mathias (Marques); Pedro, Mario (Mano), Nobrega, José (Bazilio) e Juvenal (Moacyr).  

Time base de 1928 (2º Team): Carnaval (Pinto); João (Garcia) e Antônio (Leoni); Niguinho, Pistola e Albino; Valentino (João II), Dodô (Ary), Luiz (Alberto), Francisco (Gastão) e Irênio (Lobo).

Time base de 1929: Casanova; Henrique e Américo; Frederico, Juvenal e Albino; Sardinha, Antonico, João, Bazilio e Pedro. Capitão: Juvenal.

ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Diário Carioca (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Mundo Desportivo (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Corintians Saltense Football Club – Salto (SP): Existiu entre 1928 a 1936!

Modelo de 1931

Por Sérgio Mello

O Corintians Saltense Football Club foi uma agremiação da cidade de Salto, situado no Interior do estado de São Paulo. Com uma população de 141.989 habitantes, segundo o Censo de 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), a localidade fica a 105 km da capital de São Paulo.

Fundado no sábado, do 12 de maio de 1928, principalmente por membros da família Ferrari. O clube, que também era chamado de Atlético Corintians Saltense, teve a sua curta duração na esfera do futebol amador de Saltos. O Corintians Saltense mandava seus jogos no campo que hoje abriga o Estádio Alcides Ferrari.

Naquela época, como não havia estrutura de alvenaria no estádio, a diretoria improvisou uma cerca de arame e pano com o auxílio da empresa Brasital. Isso, no entanto, não impedia que os pedestres acompanhassem os jogadores em ação diretamente da rua.

Amistosos

No amistoso realizado no domingo, 21 de setembro de 1930, Corintians Saltense e Associação Athletica Light e Power, da capital paulista, empataram em 1 a 1, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). 

No domingo, do dia 17 de maio de 1931, em partida amistosa, o Corintians Saltense venceu o Ypiranga Football Club, de Campinas, por 1 a 0, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). 

Corintians Saltense derrotou o Corinthians Paulista

Na tarde de domingo, às 16 horas, do dia 17 de abril de 1932, o Corintians Saltense derrotou o xará famoso: o Sport Club Corinthians Paulista, em amistoso, pelo placar de 2 a 1, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP).

Os gols da peleja foram assinalados por Zuza para o Timão no 1º tempo. Rubinato empatou aos 9 minutos e Orestes fez o tento da vitória aos 36 minutos do 2º tempo. A arbitragem ficou a cargo de Benedito do Amaral. Os times tiveram as seguintes formações:

Corintians Saltense: Sylvino; Sebastião, Mignoy, Adelino e Mosca; Magetta, Orestes, Villa e Garcia; Pauly e Rubinato.

Corinthians Paulista: Onça; Amador (Roberto), Juvenal, Parras e Osvaldo; Valão, Bonelli, Baianinho e Zuza (Mamede); Guimarães e Staffen. Técnico: José de Carlo.

Santos aplicou goleada histórica 

Na tarde sábado, do dia 23 de dezembro de 1933, a delegação do Corintians Saltense seguiu de ônibus para a cidade de Santos, juntamente com um grande número de sócios, a fim de disputar uma partida amistosa com o Santos Futebol Clube, no domingo chuvoso, do dia 24 de dezembro de 1933, às 16 horas, na Vila Belmiro.

O mau tempo afugentou boa parte do público, porém quem esteve presente assistiu o Santos golear impiedosamente o Corintians Saltense por 9 a 0. O árbitro foi o sr. Edgard da Silva Marques.

Os gols foram assinalados por Raul aos seis e sete minutos; Maroim fez o 3º e 4º tentos aos 28 e 34 minutos, finalizando o 1º tempo com a vantagem santista de 4 a 0.

Na etapa final, logo aos 3 minutos, Lugu’ ampliou. Maroim aos 6 minutos, fez o sexto gol. Aos 25 minutos, Raul marcou mais um para o Santos. Aos 32 e 34 minutos, foi a vez de Mario dar números finais  peleja.

Santos F.C.: Lovecchio; Arlindo e Garcia; Alfredo, Dino e Gloch; Victor, Mario Seixas, Raul, Lugu’e Maroim.

Corintians Saltense: Sylvino (Edison); Sebastião, Mugnai, Filipino (Americo), Barretto (Oswaldo) e Masetto; Luís (Rubinato), Mosca, Garcia, Paulyn e Romário.

Números da temporada de 1933

Até então, na temporada de 1933, foram 31 jogos, com 21 vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Alguns resultados: Sãojoanense, de São João da Boa Vista (2 a 2); XV de Novembro, de Piracicaba (empate); Ponte Preta, de Campinas (4 a 1); Campinas, de Campinas (4 a 0); Corinthians, de Jundiahy (4 a 1); Botucatu (1 a 0).

Triunfo em cima do Guarani de Campinas

No domingo, do dia 04 de março de 1934, o Corinthians Saltense bateu o Guarany, de Campinas, em amistoso, pelo placar de 1 a 0. Gol da vitória foi assinalado pelo centroavante Garcia

Taça Gessy

No domingo, do dia 12 de agosto de 1934, o Corintians Saltense, então campeão absoluto da Liga Regional Itú-Salto-Indaiatuba (ISI), ganhou por 3 a 2, do Guanabara Football Club, de Campinas, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). Com o triunfo, a equipe de Saltos ficou de posse da linda Taça Gessy.

Filiação na APEA

No sábado, do dia 13 de fevereiro de 1932, o Corintians Saltense recebeu a confirmação da sua filiação junto a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos).  

Foi extinto em 1936

No domingo, do dia 29 de março de 1936, o clube se encontrava com dificuldades financeiras, e decidiu fazer uma fusão com outras duas equipes de Salto: Ypiranga Football Club (Fundado em 1927) e São Paulo Football Club (Fundado em 1934), dando origem ao Associação Atlética Saltense

Colaborou: Moisés H G Cunha

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Gazeta (SP) – Almanaque do Timão – A Tribuna (SP) – Correio de São Paulo (SP) – Correio Paulistano (SP) – Folha da Manhã (SP) – Página do Facebook “História de Salto/SP”

Grêmio Sportivo Santa Sophia – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1927

Por Sérgio Mello

O Grêmio Sportivo Santa Sophia (G.S.S.S.) foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na quarta-feira, do dia 16 de fevereiro de 1927, por um grupo de desportistas liderados por Eduardo Magalhães, que escolheram as cores azul e branca.

A 1ª Sede ficava situado na Rua Gottemburgo, nº 51, no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio (RJ). No fim de 1927, se mudou para a Sede na Rua Mello e Souza, s/n – bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio (RJ). O Presidente era José Ávilla Vianna, enquanto Eduardo Magalhães, era o presidente de honra.

Campanha invicta em 1927

O Grêmio Sportivo Santa Sophia se manteve invicta no ano de 1927: foram 26 jogos, com 21 vitórias e cinco empates; com 96 gols marcados, 32 tentos sofridos e um saldo positivo de 64 gols. Abaixo, a lista das partidas.

Santa Sophia2X0S. Club S. Christovão
Santa Sophia3X2Companhia Ferroviária
Santa Sophia2X2Barroso F. Club
Santa Sophia2X2Villa Luzitânia
Santa Sophia2X2Club Pontinha
Santa Sophia3X0Vênus F. Club
Santa Sophia8X0S. Última Hora
Santa Sophia3X2S. Suburbano
Santa SophiaWOXMacau F. Club
Santa Sophia0X0C. Penna de Ouro
Santa Sophia6X2Floresta F. Club
Santa Sophia3X0S. C. Esther
Santa Sophia6X1A.C. Glorioso
Santa Sophia4X0C. Pedro Ivo
Santa Sophia9X3Maciel A. Club
Santa Sophia5X1A. Club Renovação
Santa Sophia5X2Itararé
Santa Sophia2X1Iberico F. Club
Santa Sophia3X2Vasco da Gama A. Club
Santa Sophia4X3Z Oito F. Club
Santa Sophia6X0A. C. Sotemburgo
Santa Sophia3X0Combinado 111
Santa Sophia4X1A. Club Maciel
Santa Sophia2X2Comp. Óleo Mineral
Santa Sophia5X2Custa Mas Vae
Santa Sophia4X2Mattoso

O HYMNO OFFICIAL

O hymno official do Grêmio Sportivo de Santa Sophia:

1ª parte

Salve! Grêmio Sportivo Santa Sophia Alvi-azul e formoso pendão! Salve!

Oh conjuncto de harmonia

Que inspiras amor e paixão.

São teus elementos valorosce,

No stadium, ao ar livre

A lutar

São teus teams

Poderosos

Sempre victorias

A conquistar.

2ª parte

A linha no centro

Vai o jogo

Começar

Nossa defeza

Não tem dias

P’ra jogar

Nossa torcida

Sempre firme

E valorosa

Põe a equipe

Adversaria

Em polvorosa

O nosso grêmio

Abate qualquer rival

É o melhor

Da capital

Quer chova multo

Quer faça sol

Sempre de Victoria

Nos sorri

No football

3ª parte

Salve Admiradoras

Do querido pavilhão

Graciosas torcedoras

Nois a formosa Visão

Das glórias todas

Pelo grêmio conquistadas

Salve! Lindas torcedoras

Lindas flores delicadas

Excursão à Valença

Na tarde de domingo, do dia 16 de outubro de 1927, enfrentou o Sport Club Valenciano. No dia anterior, a embaixada do Santa Sophia seguiu para Valença, com a seguinte constituição:

Presidente – Eduardo Magalhães;

Secretários – Theodorico de Castro e Gelson Aquino;

Thesoureiro – José Teixeira;

Directores technicos – Álvaro José Lopes e Miguel Grão.

Jogadores – Joaquim, Nicanor, Broa, Benedicto, Evaristo, Sacramento, Horácio, Amilak, Dodô, José Teixeira e Formiga.

Algumas formações:

Time base de 1927: Joaquim (Pão ou Salvador); Brôa (Chico ou Ignácio) e Bolão (Sophia, Toninho ou Nicanor); Judêval (Messias ou Benedicto), Evaristo (Anselmo ou Sacramento) e Castro (Toninho); Horácio (Lili ou Amilak), Annelárd (Nilo), Dodô (Lopes), Formiga (José Teixeira) e Benedicto (Bacalhau). Capitão: Chico.

Time base de 1928: Joaquim; Villa e Evaristo; Macedo, Teixeira e Bahiano; Lino, Formiga, Annibal, Dodô e Major. Reservas: Jonny e Vavá.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: Rio Sportivo (RJ)

FONTES: A Rua: Semanário Illustrado (RJ) –O Jornal (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Fotos raras de 1930, 32 e 34: Clube Esportivo Rio Branco – Campos dos Goytacazes (RJ)

Por Sérgio Mello

O Clube Esportivo Rio Branco é uma agremiação da cidade de Campos dos Goytacazes, que fica na região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro. De acordo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), possui uma população estimada (de 2022), de 483.551 habitantes. A localidade está a 275 km da capital do Rio de Janeiro.

História do clube

Um grupo de meninos tiveram a ideia de criar um clube, pois residindo nas imediações da Praça da República, assistiam sempre os treinos do Goytacaz Futebol Clube, o que lhes despertou o interesse pelo viril esporte bretão. De início, houve a fase dos treinos despretensiosos com bola de meia. Mais tarde, apareceu a ideia de nome ao time. Todos estudantes, resolveram escolher para denominar a agremiação por eles arquitetada, em seus sonhos juvenis, a legenda Barão do Rio Branco.

Com efeito, o grande estadista brasileiro morrera em fevereiro de 1912 e os moços campistas aproveitaram para prestar uma singela homenagem ao homem que é responsável pela consolidação dos limites do Brasil. Estava, assim, fundado o clube que iria exercer um papel relevante na história do futebol campista.

Nasce o Rio Branco

Junto a uma Palmeira da Praça da República, o “Róseo Negro” foi Fundado na terça-feira, do dia 05 de novembro de 1912, por um grupo de garotos, entre 13 e 15 anos, que pertenciam as melhores famílias de Campos: Celso Linhares, Custódio Barroso dos Santos, Manoel Landim, Fausto Apady da Cruz Saldanha e Brasil Castilho Leão, com o nome de Rio Branco Football Club. Sua mascote é o Carcará.

A tonalidade rósea dos seus rostos corados e sadios determinou a escolha da cor preponderante das camisas da agremiação, por sugestão, aliás, de Yayá Linhares, irmã de Celso Linhares, um dos fundadores. A sua 1ª Sede ficava situada à Rua Sacramento, nº 91.

Foto tirada, em amistoso, no domingo, do dia 20 de novembro de 1932, na vitória do Club Sportivo Rio Branco diante da Campos A. A. pelo placar de 3 a 2, no campo da rua Rocha Leão (A Rede).

Curiosidade

A ata de fundação do clube, a exemplo do Goytacaz Futebol Clube, Campos Atlético Associação e Americano Futebol Clube, não existe. A pátina do tempo se incumbiu de fazer desaparecer os documentos que contariam em sua frieza os primeiros dias de vida dessas agremiações.

Os dados que relatamos foram colhidos com seus fundadores. Relatou-nos esses sucessos o senhor Custódio Barroso que, juntamente com Manoel Landim e Otacílio Barroso participaram dos primeiros tempos da grande agremiação. Depois de fundado o Clube, veio a fase mais difícil da novel agremiação, isto é, quando os meninos róseos da Praça da República deveriam enfrentar a turma adulta dos outros times.

Mesmo assim, não fizeram feio. A classe, a velocidade, e a fibra da “garotada” davam trabalho aos “barbados” que tinham que suar camisa para vencer os jovens “róseos negros”. Do time dos primeiros tempos, a tradição nos trouxe os nomes dos jogadores Firmino, Batista, Custódio Barroso, Celso Linhares, Fausto Apady, Brasil, Manoel Landim, Carolino Francisco e Otacílio Barroso.

Dissidentes fundaram o Americano de Campos

Foto de 1934

Dois anos após a sua fundação, a fase não era das melhores, quando “estourou” uma crise que resultou na saída de oito integrantes da agremiação, sem dúvida, os seus melhores jogadores, liderados pelos irmãos Pamplona, deixavam o time para fundar o Americano Futebol Clube, com jogadores egressos do Luso Brasileiro e Aliança.

O “fim da linha” do Rio Branco só não foi consumado graças aos valorosos Floriano Quitete, Velho Grilo e os irmãos Celso e Carlos Linhares. As coleções dos jornais campistas da época têm perpetuada a flama desses homens que através deles deixavam claro que o seu time não morreria com o êxodo terrível, mas que seria recomposto com integrantes novos.

E assim foi. E graças ao grande amor devotado as cores do time, a fase má foi vencida e três anos mais tarde, isto é, em 1917, a agremiação se transformava numa das grandes forças do futebol fluminense, levantando o Campeonato Campista daquele ano com o seu célebre time: Grain; Batista e Germano; Badanho, Velhinho e Barreto; Otacílio (Dedé), Floriano Quitete, Velho Grilo, Antoninho Manhães e Álvaro Linhares.

Clube criou o jornal O Róseo Negro

A marca em relevo é, sem dúvida, a sua fibra. Esteve, em várias oportunidades, com a sua vida tumultuada por sérias crises e dissidências que, embora abalassem a agremiação nunca conseguiram deter o seu impetuoso desenvolvimento.

Teve, inclusive, em certa época de sua vida, até mesmo o “boicote” dos cronistas esportivos da cidade, o que levou os riobranquenses a fundar o jornalzinho “O Róseo Negro”, dirigido por Hélvio Bacelar da Silva, para dar notícia sobre suas atividades.

Há, ainda, a dissidência que deu origem à fundação do Itatiaia Atlético Clube, dessa vez liderada pelos irmãos Bacelar da Silva, mas que não conseguiu apagar o “fogo” sagrado, aceso pela garotada corada da Praça da República!

O Itatiaia acabou após uma goleada de 17 a 0 sofrida diante do Americano e um incêndio na sede onde promovia bailes na antiga Rua da Direita, hoje, Boulevard Francisco de Paula Carneiro.

Foto de 1930

Aquisição das Sedes

Como diz o ditado popularDepois da tempestade, vem a bonança”. Assim foi como o Rio Branco. O crescimento avançou, saindo da Praça da República para outros campos até adquirir, na gestão Mário Veloso – do sr. Menês dos Santos por trinta contos de réis -, os amplos terrenos da avenida Sete de Setembro, somando 12 mil metros quadrados, onde funcionou até o final da década de 70.  

Na sexta-feira, do dia 06 de janeiro de 1978, o então presidente Clóvis Expedito Arenari, apoiado pelo Conselho Deliberativo, presidido por Chaquib Machado Bechara, adquiriu a área do Parque Barão do Rio Branco, com 97 mil metros quadrados ao preço de Cr$3.700.000,00 (Três Milhões e setecentos mil cruzeiros).

Praças de Esportes

O 1º campo do Rio Branco ficava localizado na Rua Dr. Siqueira, depois na Rua da Minhocas (hoje, Espírito Santo), passando depois para a Rua do Gás (onde funcionou o Itatiaia), Sete de Setembro e finalmente Parque Calabouço (Parque Barão do Rio Branco).

Um fato marcante ajudou na aquisição dos terrenos da Sete de Setembro. Os jogadores campeões de 1928 doaram as medalhas de ouro que receberam ao Clube, dentre eles Carino Quitete, Constantino Escocard, Osvaldino Lima Ribeiro, Vicente Arenari e Mário Jobel.

Parque Calabouço ‘Barão do Rio Branco’

A partir da mudança para o Parque Calabouço, ‘Barão do Rio Branco’, foi efetivada a partir de proposta do vereador Geraldo Augusto Venâncio. A mudança da Av. Sete de Setembro para a sede da Avenida Senador José Carlos Pereira Pinto, ocorreu no final da década de 70, promovida pelo então presidente Clóvis Expedito Arenari. No ano de 1962 o Rosão foi vice-campeão da Zona Sul da Taça Brasil, o campeão foi o Cruzeiro Esporte Clube.

Sem recursos para a construção da nova sede, o presidente Clóvis contava com parcos recursos doados por abnegados como Amaro Ribeiro Gomes, o Matraca; Osvaldo Macedo Rodrigues; Édio Pereira; Bernardino Maria Filho; Vanildo da Silva Costa; Renê Ribeiro Gomes e por outro lado, contava com a oposição de tantos outros ferrenhos riobranquenses, contrários a venda da sede antiga, no Centro da cidade, como Antônio José Petrucci, Miraldo Ribeiro Lima, José Carlos Lima, Fernando Campos Ribeiro, dentre outros.

Clóvis Arenari foi o que mais vezes presidiu o clube

O bacharel em direito Clóvis Arenari não só entrou para a história como o presidente que teve a coragem de vender uma sede em área urbana e adquirir um imenso terreno num inabitado e na época periférico bairro, como também está na história do Clube como o dirigente que mais vezes presidiu o Clube. No início dos anos 90, este mesmo Clóvis Arenari convidou o vitorioso médico, Paulo Sérgio dos Santos Machado, para candidatar-se à presidência.

Campeão Estadual da 3ª Divisão de 1983

O convite foi aceito e uma nova fase estava sendo inaugurada com prioridade total para o futebol. Com o apoio do próprio Clóvis Arenari e de outros desportistas como, Reginaldo Henriques Mota, José Carlos Azevedo, Édio Pereira Filho, Luiz Antônio Petrucci, Carlos Fernando Dutra de Andrade, Ramildo Rangel de Azeredo, Edward da Silva Ferreira, João Carlos Guimarães Machado, Sebastião Siqueira, José Luís de Macedo e Josaphat Ribeiro, o time dirigente passou a trabalhar muito o futebol, o que redundou no sucesso de 1983, com a conquista do Campeonato Estadual da Terceira Divisão, passando a disputar a chamada “Segundona” do Rio de Janeiro.

Mudança das cadeiras

Terminado o mandato de Paulo Machado ao final de 1984, em que se bateu à porta para subir para a Primeira Divisão, ele se afastou do Clube, com o grupo por ele liderado, tomando o mesmo caminho.

Dr. Clóvis Arenari voltou ao comando do Clube, rompendo com “Dr. Paulinho” logo em seguida. Foram dias difíceis, mas o Rio Branco ainda disputou a Segunda Divisão de 2005, marcado por duas partidas incríveis contra o Volta Redonda Futebol Clube, no Ary de Oliveira e Souza (onde o Rosão mandava os seus jogos) e no Raulino de Oliveira.

Mas o tempo passou, o Clube abandonou o futebol profissional e houve o convite ao comerciante Adauto Alves Rangel para fazer parte da diretoria, cabendo a ele a vice presidência social. Bons momentos aqueles em que o Clube passou a promover serestas dançantes, como a mínima estrutura, mas com todo o sucesso que requer uma promoção deste quilate.

Início de uma nova era

Em 1992, Adauto Rangel foi eleito presidente do Rio Branco. Estava ali inaugurada uma nova fase na história do Clube. Foi uma das mais unidas e atuantes diretorias já vistas no Clube. Além do presidente Adauto Rangel faziam parte do grupo diretor: Roberto Manhães (Finanças), Hélio Pinto Duarte (Administração), Domingos Loureiro (Jurídico), Demilton Sales (Patrimônio e Obras), Profª Eli Manhães Rodrigues (Social), Arnaldo Garcia (Relações Públicas e Publicidade), José Carlos Waltz (Expediente) Edward da Silva Ferreira (Esportes) e Edson Coelho dos Santos (Médico).

Grandes foram os esforços para a recuperação do tempo perdido em se tratando da sede do Barão do Rio Branco. Para a construção do Salão Social, além de doações que os próprios diretores faziam, foram promovidos jantares de adesão, churrascos, serestas e a montagem de um quadro social ativo, pois era um absurdo um clube com 7.500 sócios não ter uma receita mínima. Mas como nada tinha a oferecer aos associados além da Quadra de Futebol Nodge Etienne Samary, Campo de Futebol Soçaite Bernardino Maria Filho, a ideia evoluiu, mas sem o efeito esperado.

Mais tarde, ao fim da administração Adalto Rangel, o Salão Social era uma realidade, sendo inaugurado no mandato seguinte do presidente Demilton Sales, que foi uma cópia fiel da gestão anterior, incentivando o futebol das categorias de base, melhorando o patrimônio existente e avançando com construção dos muros dos quase 98 mil metros quadrados de área.

Campeão Invicto da Terceirona em 2001

O Rio Branco faturou o bicampeonato Estadual da Série A2 Módulo Especial (Terceira Divisão) de 2001. A competição contou com a participação de seis clubes: Miguel (Vassouras); Rio Branco (Campos dos Goytacazes); Rio das Ostras; Teresópolis FC; União de Marechal Hermes (Rio de Janeiro) e União Central (Rio de Janeiro). A Campanha foi 25 pontos em nove jogos: foram oito vitórias e um empate; marcando 19 gols, sofrendo quatro e um saldo positivo de 15 tentos.

Dias atuais

A nova sede do Clube Esportivo Rio Branco fica no prédio ao lado do Ciep, na Avenida José Carlos Pereira Pinto, através de uma permuta com um grupo empresarial de Campos. No lugar da antiga sede, foi construído um shopping center, o primeiro de Guarus.

Em relação ao futebol, o clube se encontra licenciado da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), desde 2013, quando o disputou o Campeonato Carioca da Série B.

Didi, ‘Folha Seca

Após jogar no Industrial Futebol Clube (Campos), Didi, o famoso inventor da “Folha Seca” jogou no clube ainda como juvenil. Seu melhor desempenho, após a fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, foi a 4º colocação no Estadual da Segunda Divisão, em 2002. Ganhou em 1980, o Campeonato Estadual de Juniores da Divisão de Acesso, o primeiro título em se tratando de Divisão de base após a fusão.

TÍTULOS

Estaduais
Campeonato Fluminense de Futebol: 1961;
Vice-Campeonato Fluminense:
1958 e 1962;
Campeonato Carioca da Terceira Divisão (Série A2 Módulo Especial):
1984 e 2001;
Campeão Estadual de Juniores:
1980;
Campeonato Citadino de Campos dos Goytacazes (8 vezes):
1917, 1928, 1929, 1931, 1949, 1958, 1961 e 1962;

Bicampeão Fluminense: 1961 e 1962.

Nacionais
Vice-campeão Zona Sul da Taça Brasil: 1962;
Campeonato Brasileiro de Juniores:
2003 (invicto);
Campeão da Copa Rio Sub-17:
2001;

FOTOS: A Rede (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ)

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Diversos jornais campistas – Pesquisador e historiador, Wesley Machado